Chupeta de baleia, quatro olhos, esqueleto, dentuça: são com os apelidos que as crianças provocam umas às outras num misto de brincadeira e crueldade. Neste jogo algumas delas acabam virando alvos da turma toda e ficam de fora do time de futebol e das festinhas. Bolinha e Bolão são os personagens desta peça que, como muitas outras crianças, recebem muitos apelidos dos coleguinhas de classe e da turma da rua. Porém, como não gostam da posição de vítimas bolam mil planos incríveis para virar o jogo.
Com texto e direção de Hugo Possolo, os atores Henrique Stroeter e Claudinei Brandão utilizam-se do humor e da brincadeira para contar as peripécias dos amigos Bolinha e Bolão em suas tentativas de deixarem de ser descriminados. Um espetáculo cômico, divertido, que aborda um tema delicado. Hoje, muitas crianças são motivo de chacota por serem diferentes e outras se aproveitam dos apelidos para exercerem um poder sobre os colegas. Em cena, o tema, através do humor, possibilita que adultos e crianças conversem e pensem sobre um mundo que aceite mais as diferenças.
Entre uma confusão e outra, Bolinha e Bolão descobrem que não será nada fácil completarem seus planos e deixarem de receber apelidos. Os dois chegam a brigar, mas, ao fim, descobrem que a amizade entre eles é mais importante que convencer as meninas e meninos o quanto estão equivocados.

As armações de dois grandes amigos

Bolinha e Bolão são amigos e sofrem com os apelidos que ganham por serem gordos: baleia, saco de banha, tonelada e assim por diante. Bolão prefere estudar e fugir das outras crianças da escola, principalmente, na hora do intervalo, mas é sempre traído pela própria fome e não consegue ficar sem o lanche do recreio, tendo que enfrentar a turma no pátio. Já Bolinha está cansado de tentar fazer parte do time de futebol, de ser deixado de fora ou quando muito, ser colocado no gol.
Para solucionar esta situação, os dois criam planos mirabolantes para serem admirados pelas meninas mais bonitinhas da escola. Sonham ser invejados pelos meninos bonitões e fortões.
Os planos dos dois amigos não se realizam como desejado. Bolinha descobre que gosta mesmo é de dançar. Decide fazer balé e, com a dança, acaba entrado em forma. Bolinha deixa de ser chamado de botijão de gás, mas passa a ser apelidado de mariquinhas. Bolão, por sua vez, visitando o amigo nas aulas de balé, conhece Belona por quem se apaixona. Bolão, por causa do namorico com Belona, deixa de lado seu amigo Bolinha.
De um lado Bolinha, bravo e abandonado e, do outro Bolão irritado com as reclamações do amigo. Resultado, Bolinha chama Bolão de baleia e Bolão diz que Bolinha é mariquinha. Ou seja, os dois passam a utilizar um contra o outro os apelidos que tanto odiavam ouvir dos colegas da escola e da rua.
A briga dos dois, que parecia irremediável teve jeito quando Bolinha cria uma coreografia em homenagem ao amigo. Bolinha e Bolão percebem o erro que estão cometendo e a falta que faz um amigo. E, então, passam a enfrentar outro problema, as fofocas que são feitas sobre a amizade deles.
Com tanto diz-que-me-diz, Bolinha e Bolão descobrem que bobos são os meninos e meninas que vivem a lhes dar apelidos e a criar intrigas, que não sabem o valor da amizade como a deles.
Com bom humor e muita confusão, Bolinha e Bolão é uma peça que mostra para as crianças como enfrentar as diferenças e as fofocas sem se sentirem inferiorizadas por elas.

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Ficha Técnica

Texto e direção:
Hugo Possolo

Elenco:
Claudinei Brandão e Henrique Stroeter

Cenário:
Luis Frúgoli

Figurinos:
Hugo Possolo

Trilha Sonora:
Claudinei Brandão, Henrique Stroeter e Hugo Possolo

Edição de trilha sonora:
Vivian Dozono

Rap:
Hugo Possolo e Paulinho Soveral

Costureira: Alice Correia
Adereços: Inês Sakai e Luís Rossi
Fotos: Luiz Doroneto
Programação Gráfica e desenhos: Werner Schulz
Comunicação: Vivian Dozono
Produção Executiva: Cristiani Zonzini
Coordenação de produção: Raul Barretto
Realização: Parlapatões, Patifes e Paspalhões

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