Espetáculo-instalação

Caleidoscópio Mágico estreou em 99, como parte de programação dos Parlapatões no Novo TBC, Teatro Brasileiro de Comédia. Era uma instalação plástica onde atores conduziam adultos e crianças a um espaço lúdico de cinco ambientes que representavam os elementos que fundamentam o Circo. Em cada um destes espaços o público manipulava objetos e assistia a performances.

Com roteiro e projeto cenográfico de Hugo Possolo e desenvolvido pelo artista plástico Ádrian Maurício, teve pesquisa de materiais feita por Daniel Nogueira. As apresentações do espetáculo-instalação foram realizadas pelos atores Claudinei Brandão e Carmo Murano, responsáveis também pela confecção dos bonecos.

Caleidoscópio Mágico era composto por cinco ambientes: dos objetos; do corpo; da música; dos animais e o dos palhaços.

No espaço de exposição o público era recepcionado por um cigano que lia a sorte de todos em um Caleidoscópio. Assim, se acionava o primeiro ambiente: o dos Objetos. Representava o trabalho do artista circense com seus aparelhos. Era um painel que acionava uma espécie de moto-contínuo. Um verdadeiro efeito dominó, onde um objeto coloca o outro em movimento e assim sucessivamente.

Nos dois ambientes seguintes, o do Corpo e da Música, o público manipulava o que estava exposto com auxílio de monitores que contavam curiosidades sobre História do Circo. No ambiente do Corpo, brinquedos antigos, rústicos e populares representavam as atividades que o artista circense faz com o corpo, tais como trapézio, acrobacia, equilibrismo, dança etc. No ambiente da Música, diversos cilindros com manivelas eram dispostos para que o público, ao movimentá-los, ouvisse ruídos e sons que fazem parte do cotidiano do circo. Ainda neste ambiente, vários pequenos visores individuais podiam ser observados. Eram pequenos caleidoscópios duplos, como binóculos. Dentro deles, figuras formavam imagens em terceira dimensão, através de técnicas rudimentares de ótica, que mostravam minúsculos bonecos nas diversas atividades circenses.

O público era, então, convidado ao quarto ambiente, o dos Animais. Um mini-circo no qual, através de visores, assistia-se ao Circo de Cavalinhos, um pequeno espetáculo de bonecos que representava o adestramento de animais.

A última etapa da visita era o ambiente dos Palhaços. Nele, vários brinquedos para manipulação ficavam disponíveis: uma tenda em que se colocava a cabeça para se ver de palhaço; noutro colocava-se os dedos em luvas que representavam uma arquibancada e ao movimentá-los acionavam-se os movimentos de um palhaço; jogos com imãs que alteravam retratos do rosto de pessoas comuns como se fosse uma maquiagem.

Caleidoscópio Mágico foi uma incursão de diversas linguagens aliadas que visavam criar uma interação maior entre pais e filhos, através do universo do Circo.

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Ficha Técnica

Espetáculo-instalação

Roteiro, Cenografia, Figurinos e Direção:
Hugo Possolo

Projeto de Cenotecnia:
Adrián Maurício

Atores e Manipuladores:
Carmo Murano e Claudinei Brandão

Monitores: Adrián Maurício e Daniel Nogueira
Confec
ção de Bonecos e Brinquedos: Carmo Murano e Daniel Nogueira
Cenotécnica: Adrian Maurício, Claudinei Brandão e Daniel Nogueira
Costureira: Alice Correia
Fotos da Instalação: Márcia Chiochetti Possolo e Artur Henrique
Produção Executiva: Renata Paschoal
Secretária: Cláudia Gianini
Realização:
PARLAPATÕES, Patifes & Paspalhões, da Cooperativa Paulista de Teatro.

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