O Bricabraque

* Parlapatões, Patifes & Paspalhões @presentam a Obra Completa de William Shakespeare Compactada em Versão Brasileira Ltda.

(montagem 2012)

A obra completa de William Shakespeare em versão abreviada, (The Complet Works of William Shakespeare – Abridged) tem texto dos atores americanos Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer, tradução de Barbara Heliodora e direção de Emílio Di Biasi.

PPP@WllmShkspr.Br é uma uma remontagem do grande sucesso que tornou os Parlapatões conhecidos em todo o Brasil.

Esta retomada pretende seguir toda a construção criada por Di Biasi, com nova roupagem de cenário e figurinos. Hugo Possolo e Raul Barretto, atores da montagem original, trazem o parlapatão Alexandre Bamba para compor o trio que perpassa alucinadamente por todas as peças de William Shakespeare em 90 minutos.

Em sua primeira montagem, em 1998, a peça foi apresentada cerca de 500 vezes e participou dos principais festivais de teatro brasileiros. Ainda hoje, mais de dez anos depois da primeira montagem, surgem solicitações para que o grupo apresente o espetáculo, que saiu do repertório do grupo em 2001. Durante as comemorações dos 20 Anos do Grupo, a ideia da retomada da peça em seu repertório ganhou força total. Os Parlapatões abrem 2012 com uma das montagens mais divertidas e alucinadas de sua carreira.

Na encenação, mesmo com o predomínio da popularíssima peça Romeu e Julieta e com grande parte dedicada aquela que é considerada a maior obra da dramaturgia ocidental, Hamlet, estão lá agrupadas de formas diversas e sob diferentes abordagens, todos os trabalhos para o palco escritos por William Shakespeare.

Assim, as peças históricas com sangrentos embates por reinos, coroas e poder são comparadas a uma disputada partida de futebol; os versos de Otelo surgem na forma de um rap; e as comédias são condensadas em uma única encenação absurda, que faz sátira ao teatro de animação.

Uma montagem festiva, cômica e alegre, que busca estar à altura de um teatro onde os Parlapatõescontagiam verdadeiramente o público com seu humor inteligente.

Por que os Parlapatões resolveram retomar essa peça?
Explicação 1 – Para quem diz que não viu e ouviu falar muito, possa ver.
Explicação 2 – Para quem já viu, poder rever.
Explicação 3 – Para quem não tinha idade para ver, poder ver.
Explicação 4 – Porque a gente quis. A gente gosta de fazer a peça.
Explicação 5 – Se tem bandas que fazem CD e DVD Acústico com seus hits, porque o teatro não pode viver seus clássicos.
Agora, sério, pra valer: é uma celebração à carreira do diretor Emílio Di Biasi!

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FICHA TÉCNICA

Texto e Direção:
Hugo Possolo

Elenco:
Raul Barretto
Stand in: Alexandre Bamba
Trilha Sonora Composta: Paulo Soveral
Iluminação: Marcos Loureiro
Cenografia e Figurino: Hugo Possolo
Voz da Dona Vaga-Lume: Iara Jamra
Costura: Cleide Niwa
Adereços: Inês Sakay e Luís Rossi
Programação Visual: Werner Schulz
Produção Executiva: Erika Horn
Assistentes de Produção: Flávia Milione e Vivian Dozono
Produção e Realização: Agentemesmo Produções Artísticas LTDA

EM BREVE

  IMPRENSA

16 de Janeiro de 2005 – Rio de Janeiro – O Globo

O BRICABRAQUE: MESMO LONGA, PEÇA DOS PARLAPATÕES TEM ÓTIMA COMUNICAÇÃO COM PÚBLICO INFANTIL

Interatividade para crianças

Fazer uma peça interativa para crianças pode ser um enorme risco, já que, mesmo sem o incentivo dos atores, elas costumam dar seus palpites durante a apresentação. Mas no caso do espetáculo “O Bricabraque”, do grupo paulista Parlapatões, em cartaz no Teatro do Jockey, essa interatividade, muito bem conduzida pelo ator Raul Barretto, acaba sendo a maior supresa da montagem.

No começo da peça, o Bricabraque do título, um palhaço que vende bugigangas, está num mercado das pulgas conduzindo um leilão. E as crianças, que recebem um dinheiro de brincadeira na porta do teatro, o cabraquês, podem participar dos lances e levar alguma das “antigüidades” para casa. Essa primeira parte do espetáculo é, sem dúvida, a mais divertida para o público infantil. Raul Barretto, um mestre na arte de improvisar, tira de letra as intervenções de sua jovem platéia, aproveitando todas as deixas para fazer graça.

Mas esse leilão não passa de uma introdução para que o ator comece a contar e, em alguns momentos, a vivenciar, a mirabolante história da peça. Tudo começa — ou pelo menos parece que começa — no momento em que o personagem vai ao cinema. Ali, onde também acontecem cenas muito divertidas com a participação do público, ele conhece a pulga Gala, com quem viverá uma série de confusões e por quem se apaixonará. Mas essa trama é apenas um discreto fio condutor do espetáculo, que será entremeado por situações sugeridas pelas próprias crianças. Como elas têm o direito de participar, um mais levado pede histórias de vampiros, outra, menorzinha, de João e Maria, e o mais crescido, uma cena de beijo. Sendo assim, cada espetáculo, provavelmente, acoplará novas aventuras — o que não deixa de ser uma idéia muito interessante.

Menos 15 minutos fariam bem ao texto

Mas, na prática, é difícil unir o que está no roteiro com o que é sugerido pela platéia. Em alguns momentos, os cortes necessários para a inserção de novas idéias acabam provocando a quebra do ritmo do espetáculo. Na realidade, tudo funciona muito bem até os 35 minutos da montagem. Daí até o fim — ao todo, são 60 minutos — a peça começa a se arrastar. Talvez fosse uma boa solução enxugar o texto: este mesmo espetáculo, com cerca de 45 minutos de duração, poderia proporcionar às crianças momentos de intensa satisfação, sem espaço para a dispersão…

Quando se fala em palhaço, a primeira coisa que vem à mente é o circo e, conseqüentemente, suas cores vibrantes. Talvez por isso, o cenário concebido pelo autor e diretor da peça, Hugo Possolo, e os elementos de cena, de Inês Sakay e Luís Rossi, em preto e branco, surpreendam de forma muito positiva. É tudo muito diferente do que estamos acostumados a ver nesse universo. As poucas cores da montagem são introduzidas com muita perspicácia pela iluminação de Marcos Loureiro e em alguns detalhes do figurino, também de Possolo. A trilha sonora de Paulo Soveral é muito eficiente, entrando nos momentos certos e imprimindo os ritmos adequados a cada cena.

No todo, “O Bricabraque” é uma montagem muito bem cuidada. E se forem feitas pequenas adaptações no roteiro, o espetáculo poderá ser muito bem recebido pelo público infantil.

Marilia Coelho Sampaio

25 de Agosto de 2004 – São Paulo – Veja

VEJA SÃO PAULO RECOMENDA PARA AS CRIANÇAS

O Bricabraque. De um lado está um vendedor de bugigangas maluco, que confunde passado com presente. De outro, uma pulguinha falante, chamada Gala, dona de força descomunal e invisível aos olhos do público. Impossível não rir quando esses dois personagens se encontram. A peça, em cartaz na Cultura Inglesa de Pinheiros, traz Raul Barretto, dos Parlapatões, num solo cômico marcado pela espontaneidade de seus dotes circenses. Na trama, Bricabraque conta a paixão que nutre pelo pequeno inseto e suas aventuras para salvá-lo de um vilão. Habilidoso nos jogos de improviso, provoca a platéia e dialoga com ela do início ao fim. Logo na entrada, as crianças recebem dinheiro de brinquedo para participar de um leilão. É apenas o começo da farra.

20 de Agosto de 2004 – São Paulo – Folha de São Paulo

HISTÓRIA ABSURDA DÁ GRAÇA A PEÇA

“O Bricabrauqe”, montagem do grupo Parlapatões, começa bem, com Raul Barretto no papel solo de um leiloeiro de bugigangas. As crianças usam o dinheiro cabraquês para participar do mercado de pulgas. O leilão é interronpido porque o vendedor quer inventar uma história. O palhaço que odeia ser palhaço coloca as sugestões do público numa engenhoca que depois é revelada como um liquidificador: aventura, amor, comédia.

O espetáculo continua melhor ainda, pois a platéia ouve uma história doida, sobre a amizade entre a pulga Gala e o leiloeiro – ou será Salvador Dali? Há referências às vanguardas do início do século 20 e aos procedimentos “nonsenses” de que se valeu Dali.

Um enredo sempre engraçado, por vezes ininteligível. Mas quem acredita em verossimilhança? Alguma criança estranha que Pedrinho e Narizinho viajaram para a Lua com pó de pirlimpimpim? Ou que Alice desafia uma rainha de cartas de baralho?

Mônica Rodrigues da Costa

 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Equipe para viagens
A equipe é composta por 04 pessoas, não inclusos os motoristas.

No Estado de São Paulo:
Uma Van modelo SPRINTER ou TOPIC tem capacidade para transportar ao mesmo tempo equipe e cenário, bastando para isso que sejam retirados os seus dois últimos bancos.

Para viagens a outros Estados e Exterior:
a combinar.

Equipamentos Necessários

Rider Técnico

Lista de equipamentos e produção local para a realização do espetáculo:

SOM
• 01 Aparelho de MD
• 01 Mesa de Som e amplificação suficiente para as dimensões do teatro com 02 caixas de retorno e no mínimo 02 para o público.

Observação: Para público previsto acima de 500 pessoas, ou em locais de acústica não apropriada, será necessário 01 microfone sem fio de lapela.

LUZ
• 30 fresnéiis
• 10 lâmpadas par foco 05
• 10 elipsoidais
Gelatinas: vermelha, azul, âmbar, verde, lilás, rosa, amarela