OS MEQUETREFE 

(montagem 2015)

Novo espetáculo de palhaços
dos PARLAPATÕES

Com roteiro de Hugo Possolo e direção de Alvaro Assad, a nova montagem dos Parlapatões, traz quatro palhaços vivendo um dia de total nonsense.

A inspiração de Os Mequeterefe foi a obra do inglês Edward Lear, ilustrador e poeta inglês, que criou o termo nonsense. Os Parlapatões convidaram o diretor Alvaro Assad, da carioca Cia. Etc e Tal e que dirigiu A Noite dos Palhaços Mudos (Cia. La Mínima) para dirigir o roteiro elaborado por Hugo Possolo, visando promover um intercâmbio artístico entre dois grupos que trabalham o cômico em vertentes diferentes, a mímica e a palhaçaria.

Em Os Mequetrefe quatro palhaços que, não por acaso, se chamam Dias, vivem a jornada de um longo e divertido dia. Do despertar à hora de ir dormir, revelam como a desconstrução da lógica cotidiana pode abrir espaço para outras maneiras de encarar a vida. Vivendo situações bem comuns esses cidadãos nada comuns provocam uma série de confusões tão hilárias quanto poéticas.

Da maneira como acordam, passando pelo jeito como se vestem para ir trabalhar, eles encaram essa aventura através do dia de maneira cômica. Depois de acordar, os Dias pegam o ônibus, que irá se transformar em tudo que pode levar gente, seja navio ou trem, para simplesmente irem ao trabalho, e assim manipulam objetos de cena de maneira lúdica, sempre carregados de um humor provocativo. Seja no trabalho, onde todos seus colegas são seres absolutamente estranhos, ou seja, no final do dia, quando a televisão despeja imagens violentas sobre todos, esses palhaços retiram de suas hipérboles sua comicidade e seu lirismo.

As poesias e pinturas de Edward Lear, criador da expressão em seu Livro do Nonsense, bem como características visuais e verbais do Futurismo e do Dadaísmo, levou a pesquisa do grupo redimensionar os elementos da palhaçaria visando criar cenas onde a desconstrução da lógica, já presente da essência dos palhaços, pudesse ganhar dimensão lírica. Para o diretor Alvaro Assad “Os Mequetrefe vai além de seu ponto de partida de reunindo palhaços em torno do nonsense, para ganhar outra potência, afinal busca na desconstrução da lógica uma visão com a qual o público se identifique”.

Nos dicionários Mequetrefe é definido um insulto a uma pessoa e seu significado pode ser utilizado de três maneiras distintas: intrometido, trapaceiro ou sem importância. Para Hugo Possolo “esses três sentidos estão presentes em tudo que vivenciam os Dias, esses quatro palhaços que no fundo somos nós, os cidadãos, nos deparando com os absurdos do dia-a-dia.”

Os figurinos evitam a caracterização dos palhaços clássicos para se voltar aos arquétipos da loucura, onde  cada Dias tem sua especificidade e utilizam detalhes tão inúteis quanto deslocados da realidade. Assim como a cenografia que se apresenta como parte da narrativa, onde os elementos cotidianos se transformam constante pela leitura absurda que os palhaços lhes aplicam. A trilha sonora de Raul Teixeira mescla as referências mais típicas da arte da palhaçaria com uma sonoridade exótica que desconstrói a narrativa para apontar novas trajetórias à aventura. A iluminação de Assad e Reynaldo Thomaz marca a diferença entre os ambientes reais e os fantásticos nos quais os palhaços penetram a cada nova etapa da aventura.

Os Mequetrefe foi contemplado com o Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura. Sua estreia é no dia 18 de outubro, domingo, às 17h, no Espaço Parlapatões, com  ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Faz temporada aos sábados e domingos, às 17h e às terças às 21h. O espetáculo busca mostrar a amplitude da linguagem dos palhaços voltado a todas as idades, por isso transita entre o horário mais tradicionalmente utilizado para o público infantil, sábados e domingos à tarde, bem como também tem sessão noturna, às terças. Para os Parlapatões esse é um ponto importante de uma temporada que busca desmitificar a falsa ideia de que a palhaçaria é feita apenas para crianças. Definitivamente é um espetáculo para todas as idades.

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Álvaro Assad

Álvaro Assad é diretor, ator e um cômico com especialidade gestual. Pesquisa e desenvolve sua técnica artística há 23 anos, tendo trabalhado e se aperfeiçoado na técnica gestual em 1991 com Luís de Lima (mímico português parceiro do mestre francês Marcel Marceau). Formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, em 1994, junto com o falecido diretor vanguardista Marcio Vianna. Fundou, em 1993, o grupo carioca Centro Teatral e Etc e Tal, do qual é, gestor, diretor, ator e preparador mímico. Assina direção e roteiro de todos os espetáculos do Etc e Tal, dentre eles No Buraco, Fulano & Sicrano e O Maior Menor Espetáculo da Terra. Faz parte do Conselho Consultivo do CBTIJ – Assitej – Brasil e é também curador do Festival Anjos do Picadeiro, do Rio de Janeiro e do Festclown, de Brasília. Foi agraciado com prêmios de melhor ator e/ou diretor por sua atuação em Fulano & Sicrano em diversos festivais nacionais e indicado como ator no Prêmio Maria Clara Machado do ano de 2001 por sua atuação em Victor James.

Em 2007 foi agraciado pelo Prêmio Newcomershow em Leipzig na Alemanha, no Festival de Variete Krystallpalast, apresentando o espetáculo No Buraco.

No ano de 2008 foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro de SP pela direção de A Noite dos Palhaços Mudos e ao Prêmio Femsa Coca-Cola pelo mesmo espetáculo, nas categorias Melhor Direção e Melhor Adaptação. Indicado também ao Prêmio Bravo Prime pelo mesmo espetáculo. Laureado com o I Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro na categoria de Melhor Espetáculo. Em 2012, dirigiu e roteirizou o espetáculo A Fantástica Baleia Engolidora de Circos, da Cia. Frita e no mesmo ano assinou a Direção Mímica do espetáculo Mistero Buffo da Cia. LaMínima. Em 2014 foi agraciado com o Prêmio Especial Zilka Salaberry pelos 20 Anos de Teatro e Pesquisa Mímica com sua companhia Etc e Tal.

pal de Cultura – Prefeitura de São Paulo

 

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Ficha Técnica

Roteiro: Hugo Possolo
Direção: Alvaro Assad 

Elenco:
Raul Barretto
Hugo Possolo
Fabek Capreri
Alexandre Bamba

Ator substituto: Tadeu Pinheiro

Assistente de Direção: Joana Penido Magalhães
Cenografia e Figurinos: Hugo Possolo
Trilha sonora: Raul Teixeira
Iluminação: Reynaldo Thomaz e Alvaro Assad
Adereços: Ateliê Palhassada e Agentemesmo Queimando o Dedo na Cola Quente
Costureiras Figurinos: Alice Correa e Cleide Niwa
Costureira Cenário: Judite de Lima   
Fotos: Luiz Doroneto
Produção Executiva: Janayna Oliveira
Assistência de produção: Anne Ramos e Nanda Cipola
Planejamento da produção:
Erika Horn
Coordenação de produção: Raul Barretto e Hugo Possolo

Realização:
Parlapatões
Agentemesmo Produções Artísticas

Projeto viabilizado pelo Prêmio Zé Renato 2015, da Secretaria Munici

 

 

  IMPRENSA

 

 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

 

MAPA DE LUZ – OS MEQUETREFE 

 

 

RIDER DE SOM – OS MEQUETRE

  • 1 mesa de som analógica ou digital de 12 ou 16 canais com 2 auxiliares
  • 4 caixas acústicas ativas compatível com o espaço, sendo: 2 PA  e 2 retornos no fundo ou frente do palco
  • 1 sub woofer
  • 1 computador Mac Pro com o software LIVE ABLETON
  • 1 cabo P2/P10
  • cabos

FE e extensões para ligação dos equipamentos