O REI DA VELA 

Símbolo do Movimento Antropofágico de Oswald de Andrade, a peça O Rei da Vela ganha uma montagem hilária dos Parlapatões, em comemoração aos 27 anos da trupe. Com adaptação de Hugo Possolo e direção musical de Fernanda Maia.

O espetáculo narra a saga de Abelardo I (personagem de Hugo Possolo), um agiota inescrupuloso que ganhou muito dinheiro em vários segmentos, sobretudo comerciando velas em um país atrasado, onde a energia elétrica ficou tão cara que a população já não consegue mais pagar por ela. Ao lado de seu empregado-pupilo Abelardo II, ele se aproveita da crise econômica para emprestar dinheiro, com juros altíssimos, para o povo faminto.

Abelardo I tem um casamento convenientemente negociado com Heloísa de Lesbos (personagem de Camila Turim), filha de uma família falida e tradicional de latifundiários do café. Submisso ao capital internacional, o protagonista está disposto a fazer qualquer tipo de negócio com os americanos, sem pensar nas consequências dessas transações. Esse sistema de exploração que ele ajudou a construir acabará deglutindo-o no último ato da peça, quando ele é substituído por seu fiel criado.

Texto: Oswald de Andrade
Adaptação e direção:
Hugo Possolo
Direção musical e Trilha Sonora: Fernanda Maia
Elenco: Hugo Possolo, Camila Turim, Alexandre Bamba, Nando Bolognesi, Fernanda Maia, Tadeu Pinheiro, Fernando Fecchio, Conrado Sardinha, Fernanda Zaborowsky, Renata Versolato, Daniel Lotoy
Músicos: Abner Paul, Léo Versolato, Daniel Warschauer e Evandro Ferreira.

Data: 04, 05 e 06 de Setembro
Terça, Quarta e Quinta às 21h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos

 

PPP@WLLMSHKSPR.BR 

O espetáculo PPP@WllmShkspr.Br é a encenação brasileira de The Complet Works of William Shakespeare (Abridged) do americano Adam Long, que também é ator e participa da montagem original com Jess Borgeson, e Daniel Singer. O espetáculo fez enorme sucesso em Nova York e permaneceu mais de seis anos em cartaz em Londres. É uma sátira bem estruturada sobre a obra completa de William Shakespeare compilada em 99 minutos e encenada por penas três atores que se dividem em 12 personagens cada.
O texto foi traduzido para o português por Bárbara Heliodora, uma das maiores conhecedoras do obra de Shakespeare no Brasil e dirigido por Emílio Di Biasi.
Na encenação, mesmo com o predomínio da popularíssima Romeu e Julieta e com grande parte dedicada aquela que é considerada a maior obra da dramaturgia ocidental, Hamlet, estão lá agrupadas de formas diversas e sob diferentes abordagens, todos os trabalhos para o palco escritos por William Shakespeare.

Assim, as peças históricas com sangrentos embates por reinos, coroas e poder são comparadas a uma disputada partida de futebol; os versos de Otelo surgem na forma de um rap; e as comédias são condensadas em uma única encenação absurda, que faz sátira ao teatro de animação.
Uma montagem festiva, cômica e alegre, que busca estar a altura de um teatro onde os Parlapatões contagiam com verdadeiramente o público com seu humor inteligente.

Direção: *Emílio Di Biasi
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto e Alexandre Bamba

Data: 07, 08 e 09 de Setembro
Sexta às 21h, Sábado às 22h e Domingo às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos

 

FESTA DE ANIVERSÁRIO ESPAÇO PARLAPATÕES
SHOW BOLERO FREAK TOCA TROPICÁLIA (OU PANIS ET CIRCENCIS)

No show “Bolero Freak toca Tropicália”, a banda toca o álbum Tropicália ou Panis et Circencis na íntegra, respeitando os arranjos originais justamente para apresentar a riqueza sonora que o movimento trouxe.

As músicas são tocadas com seus arranjos originais adaptados à formação da banda. O show conta com figurino estudado e confeccionado por Samantha Macedo specialmente para o projeto e direção artística da cantora e atriz Renata Versolato – que também leva sua palhaça Popota para o palco. Interrupções para declamações, poemas, intervenções artísticas e até uma pausa para comer bananas… o show da Bolero Freak em homenagem à Tropicália é como a homenageada pede: cheio de cor, de mistura e de liberdade.

As apresentações (que já foram feitas em casas de show e teatros) têm tido recepções calorosas do público, seja pela estética do show, seja pelo repertório cheio de músicas que marcaram época e também pelas mensagens que provocam a reflexão atual situação brasileira.

Cantora:
Renata Versolato
Cantor: Daniel Lotoy (voz),
Baixo: Renato Leite (baixo),
Violão e Guitarra: Evandro Ferreira
Bateria e Percussão: Abner Paul
Sanfona: Daniel Warschauer

Data: 11 de Setembro
Terça às 20h
Entrada GRATUITA 

Classificação: Livre
Duração: 70 minutos

 

ATÉ QUE DEUS É UM VENTILADOR DE TETO

Pela primeira vez reunindo somente os dois fundadores do grupo em cena, os Parlapatões estrearam em 2105, no Sesc Pompéia, a peça de Hugo Possolo, no ano anterior indicado com Eu Cão Eu ao Prêmio Shell 2013 de melhor texto. Até Que Deus é Um Ventilador de Teto segue a mesma vertente dramatúrgica onde realidade e imaginação se mesclam sem distinção nas ações das personagens. Escrito especialmente para o Dramamix, das Satyrianas 2014, mergulha de maneira metafísica na crise de um homem de meia idade.

Os Parlapatões convidaram o diretor Pedro Granato buscando uma linguagem intensa e contemporânea, que possa colocar a poesia do texto para dialogar com o público, trazendo uma plasticidade que revele os incômodos e prisões cotidianas de uma pessoa de classe média de uma grande cidade.

Até Que Deus é Um Ventilador de Teto conta a história de um jornalista de cinquenta anos, um redator, que de dentro de seu carro imagina que um velho senhor, vendedor de balas no semáforo, possa ser um deus que desceu à terra para observar a vida dos homens. Ele é sequestrado e tem como vigia o tal velho que já conhecia da rua. Suas reflexões revelam a relação deste homem com o mundo, com sua mulher e seu filho.

Texto: Hugo Possolo
Direção: Pedro Granatto
Elenco: Hugo Possolo e Raul Barretto

Data: 07 e 08 de Setembro
Sexta à meia-noite e Sábado às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Drama
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos

 

PARLAPATÕES REVISTAM ANGELI 

Os Parlapatões em clima de Teatro de Revista roqueiro vivem as personagens mais conhecidas do cartunista Angeli. Em um palco livre, com telão para projeções ao fundo, atores recriam as situações das famosas tiras de Angeli. O roteiro geral desse teatro de revista roqueiro foi desenvolvido por Hugo Possolo a partir das tiras, charges e textos de Angeli.

Quadros curtos, de grande eficiência cômica, são dedicados a cada criação do artista, que também é representado em cena, com um personagem permanente em cena, quase um narrador, o Angeli em Crise. De seus pensamentos nascem cenas onde desfilam suas famosas personagens. Cada uma das cenas se alterna com projeções de desenhos do Angeli, que funcionam como cenário e também com os quais as personagens em cena dialogam. A trilha roqueira feita em parceria por Branco Mello (Titãs) e Emérson Villani (Funk Como Le Gusta) é composta de músicas e canções criadas para sintetizar a obra e os personagens que há mais de 30 anos ocupam as páginas de grandes jornais brasileiros, especialmente a Folha de São Paulo. As composições Duas Coisas Que Eu E Uma Que Eu Adoro e República dos Bananas, transformam em música e letra séries de tiras de Angeli, Enquanto ‘Vou Fumar Unzinho’, recria o espírito das personagens Wood e Stock. Também não falta na peça a visão crítica sobre vida social e política brasileira, impressa no estilo marcante de Angeli de encarar as contradições de nosso país, no qual faz mais que a mera caricatura de determinadas personalidades políticas, mas sim o retrato distorcido da falta de personalidade e caráter da política brasileira. Estreou no Festival de Curitiba de 2013 com posteriores apresentações no Auditório Ibirapuera e temporada no Espaço Parlapatões, com grande sucesso de público.

Textos: Angeli e Hugo Possolo
Roteiro e Direção: Hugo Possolo
Direção musical: Branco Mello
Elenco: Raul Barretto, Camila Turim, Hugo Possolo, Rodrigo Mangal e Hélio Pottes
Contrarregra e figurante principal: Rodrigo Bella Dona

Data: 12, 13 e 14  de Setembro
Quarta, Quinta e Sexta às 21h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

 

NADA DE NOVO 

Nada de Novo fez sua estreia em 91, participou de vários festivais e se mantém hoje, vinte e sete anos depois, como um dos grandes sucessos dos Parlapatões.

Seu sucesso se deve ao espírito despojado que mantém aceso o estilo das atuações de rua do grupo. Através do deboche, ironizam tudo e todos. Destacam-se a Luta Dele Contra Ele Mesmo, a Aula de Fazer Rir e o Troglodita, mas a grande atração é a maneira como rompem os limites na busca de uma de comunicação intensa com o público.

É um espetáculo com diversos quadros cômicos, no melhor estilo cabaré, com números circenses integrados ao Teatro. Sua grande variedade de números, muitas vezes, permite que o roteiro seja alterado em sua ordem ou conteúdo conforme a apresentação.

Roteiro e Direção: Hugo Possolo
Elenco: Alexandre Bamba, Raul Barretto, Hugo Possolo

Data: 14  de Setembro
Sexta à meia-noite
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos

 

RIDÍCULOS, AINDA E SEMPRE 

Encenação comemorativa dos 20 anos dos Parlapatões. Ridículos Ainda e Sempre, de Daniil Kharms, adaptação de Antônio Abujamra e Hugo Possolo e tradução de Tatiana Belinky. Cinco personagens estranhos, com alma de palhaços, que vivem situações aparentemente desconexas entre si. Passam por encontros amorosos, discussões sobre política, disputas esportivas ou a execução de uma refeição. Mas cada uma das situações recebe um fator que não lhe é comum. Como, por exemplo, enquanto duas pessoas desfrutam de um banho de sol, sentem, na verdade, o calor de um mendigo que é incendiado ao seu lado.

São metáforas violentas, representadas de forma sutil, que geram tanto o riso quanto o desespero. A redescoberta do cotidiano, do óbvio, sempre foi o mote do universo claunesco. No texto de Daniil Kharms, porém, a desconstrução não vem apenas da utilização dos fatos do dia a dia para uma visão lúdica, ao contrário, os interpreta como um exercício angustiante, cuja distancia de solução pouco importa. Ao jogar com a moralidade – e com a falta dela – Khrams permite que o público se identifique no que tem de mais complexo, a sua humanidade. A peça esteve em cartaz, no Espaço Parlapatões, completando mais de seis meses de temporada. Participou do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto e da Mostra Latino-Americana de Teatro, realizada no Memorial da América Latina em São Paulo.

Texto: Daniil Kharms
Tradução: Tatiana Belinky
Adaptação: Antonio Abujamra e Hugo Possolo
Direção: Hugo Possolo
Trilha Sonora: André Abujamra
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Abhiyana e Jackie Obrigon

Data: 15 e 16  de Setembro
Sábado às 22h e Domingo às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos

 

PREGO NA TESTA  

O espetáculo Prego na Testa, solo de Hugo Possolo, que resume bem o estilo parlapatônico ao expor o ridículo da neurose urbana de forma cômica, reflexiva e angustiante.
Em Prego na Testa Hugo Possolo vive 7 personagens extravagantes, cada um carregado de uma neurose e um humor diferentes: o mendigo que se considera dono de um vagão de metrô, o emergente apaixonado pela nova churrasqueira, o fã chato, o macho que participa de um grupo de autoajuda para fazer uma meia culpa por ser viciado em sua própria virilidade, entre outros.

Adaptação e Direção: *Aimar Labaki
Atuação: Hugo Possolo

Data: 18 e 19  de Setembro
Terça e Quarta às 21h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos

 

AS NUVENS E/OU UM DEU$  CHAMADO DINHEIRO

Adaptação dos Parlapatões de duas comédias da antiguidade clássica, que traz todo o espírito crítico do mestre Aristófanes. Desde 2002 no repertório, é um dos grandes sucessos do grupo, por tratar com humor as questões de sobrevivência da classe média diante da corrupção dos políticos.

Conta a história de dois homens e suas trapalhadas no limite do desespero. Estrepado, um homem rico, vê o filho metido em corridas colocando em risco sua fortuna. E Crédulo, um pobre que não se conforma em trabalhar, ser honesto e ainda assim não se tornar rico. Uma grande nota de cem dólares é cenário de uma encenação reveladora de quanto o humor crítico de Aristófanes perdura por séculos. Na adaptação as duas histórias clássicas ganham nova roupagem, que se cruzando em ambientes como Wall Street, reality shows, programas de auditório e igrejas evangélicas, criando uma forte conflito entre os anseios humanos diante de uma realidade cada vez mais individualista. Montado em 2003, estreou no Festival de Curitiba. Além várias temporadas regulares em São Paulo, participou dos festivais: FILO (Londrina – PR) e Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP).

Texto: Aristófanes
Adaptação e direção: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Rodrigo Mangal, Alexandre Bamba, Tadeu Pinheiro.
Contra-regra: Rodrigo Bella Dona

Data: 21, 22 E 23  de Setembro
Sexta às 21h, Sábado às 22h30 e Domingo às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Comédia
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

 

EU CÃO EU

A história relata um dia qualquer do cotidiano de um homem, até então, comum, que está insatisfeito com sua vida e passa admirar um vira-lata e sua liberdade de andar tranquilamente pelas ruas da cidade. Seu instinto é seguir o faro do cão para descobrir becos e esquinas por onde ele passa, refletindo a complexa semelhança entre o cão e sua própria identidade. Passando por várias situações e personagens do centro da cidade, o homem anônimo se depara com suas dúvidas sobre sua existência e o fazem sentir preso ao cão como um vício incurável. O desfecho da peça aponta para além do entrosamento dos dois personagens, homem e cão, releva como podem perceber o mundo até o último suspiro de suas vidas. Diferente da grande maioria dos trabalhos de Possolo, em geral voltados ao humor, é um drama, abordado pela direção de Vázquez em uma encenação com raros efeitos de som e luz, apoiada apenas na interpretação do ator-autor. Com direção de Rodolfo Garcia Vazquez, diretor do Satyros, e texto de Hugo Possolo o espetáculo realizou temporadas no SESC Pinheiros e no Espaço Parlapatões, circulou por festivais e teve indicação de melhor texto no Prêmio Shell em 2014.

Texto e atuação: Hugo Possolo
Direção: Rodolfo García Vázquez

Data: 21 e 22  de Setembro
Sexta à meia-noite e Sábado às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (Inteira) R$ 20,00 (Meia)

Gênero: Drama
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos