Poemas Fesceninos

Espetáculo do Projeto Pantagruel

Estreou em 99 como parte do Projeto Pantagruel. Depois, em 2000, fez nova temporada e passou ser parte da programação que os Parlapatõesdesenvolviam na Sala repertório do Novo TBC, Teatro Brasileiro de Comédia.

Concebido como um show de variedades, Poemas Fesceninos abordava o tema da pornografia na pesquisa que visava a montagem do espetáculo Pantagruel, baseado na obra de François Rabelais. Para a escolha dos temas de cada uma das montagens realizadas no Projeto, foram utilizados os estudos de Mikhail Bakthin sobre a obra de Rabelais. Bakthin, crítico de literatura russo do início do século, fez aprofundado estudo sobre Gargântua e Pantagruel, que resultou no maior e mais complexo estudo sobre as origens da comédia no Ocidente.

O espetáculo Poemas Fesceninos lida com os baixos materiais relativos ao sexo. Para isto, os atores, de um modo despojado, construíram o seu ponto de vista sobre as canções e os poemas pornográficos pesquisados.

Desta pesquisa sobre a Idade Média, resultou um musical que intercala poemas de sacanagem com números cômicos e canções infantis recheadas de palavrões, que não fica restrito a este período.

Poemas Fesceninos são cantos satíricos e obscenos da Idade Média, em versos de métrica satúrnia, que os lavradores declamavam após as colheitas. A origem da palavra fescenino deve-se à cidade de Fescênia, na Península Itálica, em que surgiu este subgênero literário, na Idade Média. Como nada destes versos primitivos chegou até nós, fescenino passou a denominar qualquer poema que alie a sátira a uma abordagem lúbrica, em linguagem licenciosa e sem pudores, de temas ligados à sexualidade, tidos como obscenos.

Para a montagem, além da escolha de textos de autores de épocas diversas, desde o século 1 a.C. até os dias de hoje, os Parlapatõesreuniam canções muito conhecidas, como as que os pré-adolescentes cantam, cheias de palavras chulas e um certo humor ingênuo.

Inspirado na estrutura do Teatro de Revista o roteiro intercalava alguns números cômicos, evitando que os versos ficassem excessivamente declamados.

Os Parlapatões partiam dos mais pesados palavrões, com diversas situações pornográficas, para trafegar por um humor singelo, quase infantil, como crianças que dizem coisas pesadas sem compreendê-las.

04-ficha-tecnica
Ficha Técnica

Texto e Direção:
Hugo Possolo

Direção Musical:
Abel Rocha

Elenco:
Barbara Paz, Carmo Murano, Silvia Handro, Hugo Possolo, Raul Barretto, Claudinei Brandão, Alexandre Roit e Alexandre Galdino

Músicos: Marcello Amalfi Conrado Canivatti Elisa Monteiro
Cenário e Figurino: Luciana Bueno
Iluminação: Marcos Loureiro e Hugo Possolo
Assistentes Cenografia: Sílvia Prado e Débora Scheulss
Produção Executiva: Renata Paschoal
Fotos: Luiz Doro
Programação Visual: Agentemesmo Produções Gráficas
Secretária: Cláudia Gianini
Realização:
PARLAPATÕES, Patifes & Paspalhões, da Cooperativa Paulista de Teatro.

EM BREVE

  IMPRENSA

EM BREVE

 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

EM BREVE